sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A Suécia e os tabus #1


Cada país tem os seus tabus, alguns mais oficiais do que outros. E é importante ter noção desses tabus quando nos mudamos para um novo país. Alguns destes aprendi por observação, outros aprendi por transmissão e outros aprendi the hard way mesmo. Eu digo sempre que deve haver poucos países, na Europa, mais diferentes entre si do que a Suécia e Portugal. E a verdade é que até na Finlândia encontrei mais coisas em comum com Portugal do que aqui!

Aqui vão três tabus. 

Não tirar os sapatos à porta de entrada de casa. O mais certo é já ter mencionado isto aqui no blog, mas é muito, muito, muito importante. Se forem a casa de Suecos, pelo amor de Deus tirem os sapatos logo à porta de casa. Acho que a forma mais fácil de ofender o vosso anfitrião Sueco é ignorar esta regra. E não se preocupem que o chão não é frio. Eles praticamente não usam tijoleira dentro de casa. Só parquet (nas casas mais "luxuosas") e linóleo. E algo que aprendi muito recentemente é que até andar completamente descalço (sem meias) pode ser mal visto. Muita gente anda com um par de meias na carteira (no Verão, época da sandália) ou traz mesmo um par de pantufas ou sapatos de andar por casa quando está de visita. A regra aplica-se a contexto de trabalho também. Quando faço visitas domiciliárias tiro os sapatos na mesma.

Não trazer um presente. E por falar em visitas. Na Suécia considera-se má educação não trazer um pequeno presente quando se é convidado (para jantar, pernoitar etc) a casa de alguém. Os presentes mais comuns são uma garrafa de vinho, flores ou uma caixa deste chocolate.

Não perguntar se é preciso trazer lençóis ou toalha. Quando dormem em casa de alguém, os Suecos costumam levar os seus próprios lençóis e toalha de banho. Esta gente tem horrooor a dar trabalho a terceiros. Às vezes o anfitrião oferece lençóis e toalha mas o mais correcto é perguntar antecipadamente, para evitar situações constrangedoras.

E é tudo por enquanto. Para a semana há mais!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Muda de rumo


Amanhã começa o último semestre da minha licenciatura. Já aqui vos contei um bocadinho a aventura que foi mudar  de rumo e tirar uma segunda licenciatura, ainda por cima em Sueco , numa cidade nova e aos 26 anos (e recebi comentários muito bonitos, obrigada!). Foi um dos maiores desafios da minha vida, a vários níveis, mas hoje não podia estar mais feliz por ter acreditado no meu coração e ter dado o salto.

Ultimamente tenho-me deparado com pessoas que estão na encruzilhada em que eu estava há três, quatro anos atrás. E a mensagem que eu gostaria de passar é:

Em primeiro lugar, hoje em dia trabalhamos (em Portugal) até aos 66 anos. Quem muda de rumo aos 40, ainda tem 26 anos de carreira para frente. Quem muda aos 45, ainda tem 21 (sempre tive muito jeito para a matemática...)! E por aí adiante. São muitos anos a trabalhar. Mais vale fazer algo de que gostamos.

Em segundo lugar, as pessoas até podem ter opiniões formadas mas no final do dia, mais n-i-n-g-u-é-m vive com as consequências do que fazemos ou deixamos de fazer. Só nós! Aquela pessoa que questiona, critica, desanima ou simplesmente não apoia? Dorme muito bem à noite, enquanto tu ficas acordado(a) a pensar no que hás-de fazer à vida. E junta-se a isso o facto de que as pessoas que nos dão conselhos nem sempre nos conhecem a fundo, nem sempre têm ambições próprias etc etc etc. Pode parecer drástico, mas sou da opinião que devemos seleccionar muito cuidadosamente as pessoas a quem damos o direito de influenciar as nossas escolhas, especialmente no que diz respeito a algo tão importante.

E é tudo. Muda de rumo, se quiseres. Se não quiseres, também não faz mal.

P.S. Perdoem-me o clichet, mas se as minhas palavras contribuíssem para que nem que fosse uma única pessoa perdesse os seus medos e voasse atrás do que quer na vida, eu dava este blog como útil. Por isso fiquem à vontade para partilhar as vossas histórias de mudança, se as tiverem. Quero saber tudo!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Diário do Inverno Sueco


Hoje estão -16 graus e acordámos com cristais de gelo nas janelas de casa. Os dias de sol e frio são os mais bonitos.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ano novo


"É só mais um dia"? Acho que não. Tal como tudo, é aquilo o que fazemos dele. Tenho uma amiga que fez (faz) uma grande diferença na minha vida e que me demonstrou que aquele "clichet" de sermos os autores da nossa própria história, e não meros espectadores, é verdade. E acho que rituais de passagem nos fazem bem. Fechar um capítulo e iniciar um novo. Rever desejos e objectivos, reflectir naquilo que poderíamos ter feito melhor no ano anterior ou simplesmente voltar a sonhar, nem que seja por uns momentos.

Podia fazer-vos um grande relato sobre 2016, mas há coisas que se guardam só para nós quando se tem um blog público. Foi um ano em que me obriguei a mim mesma a levar-me a sério e em que comecei a finalmente sentir os resultados de certos esforços que tenho feito. Foi um ano perfeito? Não. Mas foi um ano bom. E tenho esperança que 2017 também o seja. 

Obrigada por me acompanharem e por me ajudarem a manter este blog vivo. Espero que comecem 2017 com uma nova energia e esperança. Espero que sejam felizes. Feliz Ano Novo!


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O diário do Natal



Foi um Natal tranquilo, apesar da corrida contra o tempo que a tese tem sido. Foi um Natal feliz, apesar da distância da família. O Peter diz-me que agora tenho uma família extra aqui na Suécia e eu também acho que sim. Especialmente quando vejo que a minha "sogra" fez questão de comprar uma bandeira de Portugal na internet, que colocou à beira da bandeira Sueca que tem à porta da entrada de casa (coisa comum na Suécia, especialmente nas aldeias e cidades pequenas), para eu me sentir em casa.

Fiz questão de comprar Ferrero Rocher para manter a minha pequena tradição Portuguesa, e comi dois. Recebi o carinho de que precisava. Houve cães, gatos e cavalos. E ainda houve tempo para uma celebração internacional com os amigos, para ver filmes de Natal e para experimentar o meu primeiro "Christmas cracker" Inglês, um sonho que já tinha desde os meus 11 anos.

E o Pai Natal deu-me, entre outras coisas, a Glossy Box que eu andava a pedinchar há uns tempos!


É a edição especial de Natal. Aqui está o conteúdo. 


Boas Festas pessoal!



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Coisas que faço quando não estou a escrever a tese


Destralhar. Nos intervalos da tese, tento fazer coisas produtivas (isso, e ver vídeos no YouTube). Desta vez resolvi destralhar e encontrar uma nova família para estes meninos, que não fazem grande coisa pelo meu cabelo, mas que talvez resultem para azamigas. 


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Eu também experimentei os produtos do Lidl...


Com tanto furor à volta produtos do Lidl, também tive de experimentar. Há uns anos atrás não me teria atrevido, mas no alto dos meus 29 anos (13 deles passados a experimentar muitas e variadas coisas, é um milagre não ter um beauty blog) posso afirmar que os produtos mais caros nem sempre são de boa qualidade/nos agradam/fazem o que prometem. Isto não é uma indirecta, Kérastase. Mas de volta ao Lidl...


Mais concretamente, experimentei o gel de lavagem facial (e as rodelas de algodão). O meu veredicto? Faz o mesmo que os outros produtos de lavagem facial que já experimentei, e até dá melhor resultado do que alguns. Limpa a cara sem secar a pele. Mas a metade do preço, no mínimo dos mínimos. Não me lembro do preço mas fica pela ordem dos 3 euros. As rodelas de algodão também funcionam lindamente e não se desfazem. 

O próximo teste? Provavelmente o tónico facial.

E vocês, já experimentaram?